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09 agosto 2016

PAIXÃO SEM LIMITES - ABBI GLINES

✔
Informações Técnicas:
Título: Paixão Sem Limites
Original: Fallen Too Far
Série: Rosemary Beach - #01 / Sem Limites - #01
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 192




G476p
            Glines, Abbi.
            Paixão sem limites / Abbi Glines [tradução de Fernanda
Abreu]; São Paulo: Arqueiro, 2013.
            192 p.; 16 x 23 cm.
            Tradução de: Fallen too far
            ISBN 978-85-8041-220-8

"Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara.
Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça.
Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro a seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte, Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa.
Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas."

Resenha:

Rush Finlay é o típico mocinho dos romances atuais: popular, rico, lindo, forte e bom de cama. Mas Rush tem um segredo que, definitivamente, o diferencia de qualquer outro personagens dos romances que já li. E esse segredo pode destruir algo que ele não planejou construir e que, também, foi a melhor coisa que já aconteceu na vida dele.

Blaire Wynn é uma menina batalhadora, linda e tem um brilho em si que atrai qualquer olhar. Porém ela traz consigo uma história bem pesada, e vê que sua vida não passa de uma mentira... ou uma verdade muito mal explicada. Blaire, aos 16 anos flagrou seu namorado da época - Cain - com outra, e ao contrário das adolescentes normais, nunca pode aproveitar festas e namoricos. Ela cuidou da mãe desde que descobriram o câncer até o final. E nossa mocinha ainda passa por muitas provações até o final da série Rosemary Beach.

Vocês me compreenderão melhor ao longo da resenha. Eu prometo. E se ainda assim você se sentir enrolado, leia o livro.

Blaire e Rush não teriam porque se conhecer. Ela, a mocinha pobre e virgem do Alabama. Ele, o filho de um rockstar, super rico, lindo e frequentador dos mais altos ciclos de personalidades. Porém a vida é realmente engraçada e o destino é um ótimo roteirista.
Rush é filho de Geórgia, ele e Nan foram criados pela mãe. Nan sempre achou que não tinha pai, até que começou a questionar. Infelizmente Nan se tornou uma criatura lastimável. Baixa, orgulhosa, prepotente, arrogante e mimada. Completamente diferente do irmão, que pode ser arrogante, porém demonstra ter um bom coração. Mas a culpa de Nan ser uma cadela não é só de Rush. Acho que quando temos uma pessoa que amamos, seja qual for o grau de parentesco, sempre queremos fazer algo para agradar. Mas quando essa pessoa tem uma "deficiência" - no caso de Nan, não ter um pai - acabamos transformando a piedade em culpa e nos tornamos super protetores, "estragando" a personalidade da dita pessoa sofrida. Ao meu ver foi isso o que aconteceu com Nannete. Rush e Geórgia a mimaram e a transformaram em um monstro. Ok, a Mamãe também não é flor que se cheire. Mas isso fica pra depois.


Geórgia é a atual esposa de Abe, pai de Blaire. E é assim que a vida dos nossos protagonistas se encontram.

A mãe de Blaire teve câncer e faleceu, deixando a filha afundada em dívidas com o hospital e o tratamento. Blaire vendeu a única coisa que tinha em seu nome: sua casa, e foi atrás do pai em busca de ajuda pelo menos até conseguir um emprego e dinheiro para o aluguel.

Isso foi o que, definitivamente, eu mais gostei da personagem principal. Ela não é sofrida. E mesmo cheia de dor e sofrimentos ela pega isso e usa de combustível para melhorar, para alavancar a vida. E não fica chorando remoendo como outras mocinhas por aí. Blaire literalmente pega um limão e faz uma limonada!

A história é muito envolvente. Blaire arruma um emprego e conhece os personagens secundários. Alguns bem importantes como Jace, Bethy, Grant e Woods. Todos eles tem cenas importantes, seja aconselhando nossa mocinha ou defendendo-a em algum momento da série (não necessariamente no primeiro livro).

E, cara, estou em pé aplaudindo a Abbi, porque eu nunca - e digo NUNCA mesmo! - teria esperado o desfecho que essa história teve.

Ok, eu não esperava um felizes para sempre fácil logo no primeiro livro. Entretanto o mistério que envolve Rush e Nan somado ao fato do pai de Blaire e a mãe de Rush não estarem presentes boa parte da história me deixaram muito curiosa. Ficava pensando em mil coisas, todas! Exceto o que era. E cara, tenho certeza que o tal segredo ainda não foi completamente descoberto. Pra mim ainda tem coisa aí no roteiro!


O livro é bom. As cenas mais quentes não são chatas. E algo que amei muito é o fato de não ter sexo a cada dez páginas. E digo isso porque a maioria dos romances estão chatos de tanto sexo. Sim, é o estilo do new adult sensual, mas a excitação do quase, pra mim, deixa o livro bem mais interessante.

Amei a narrativa. Gostei muito da visão de Blaire da vida e a forma como ela encara e enfrente a tudo e todos, sem medo e com determinação. Os diálogos são bem construídos e o enredo ganhou muitos pontos comigo. Os personagens são bem construídos. A autora escreve super bem! Eu me senti envolvida na trama a todo momento. O livro não teve altos e baixos, foi estável. Claro que a cena que a Blaire descobre o segredo foi bem impactante, porém sem maiores emoções.

Gostei muito da interação dos personagens também, e quero tentar ler os livros na ordem cronológica certinha. Vamos ver se a curiosidade acalma para que eu possa ler também a história do Woods antes de terminar a série Sem Limites.

Alguém ai já leu? Eu realmente aprecio ter spoilers, não me importo, ok? ;)

Rosemary Beach tem 9 livros lançados atualmente no Brasil, E a autora acabou de lançar o livro número 9 lá fora, o livro da nossa querida cadela Nannete. Talvez eu não leia.. não sei ser imparcial, risos. A "sub-série" - vamos chamar assim - Sem Limites é composta por 4 livros, mesmo sendo uma trilogia. O primeiro livro, Paixão Sem Limites é a na visão de Blaire, os outros dois livros intercalam capítulos na versão de Blaire e Rush, e o último livro é nada mais que o primeiro livro sendo narrado pelo Rush. Ou seja, é legal ler o "Rush, Sem Limites" após ler "Paixão Sem Limites". Eu sei que ficou meio confuso. Qualquer dúvida é só perguntar!

Até a próxima!
Jéssica Miguel

31 julho 2016

AS REGRAS DA SEDUÇÃO - MADELINE HUNTER

✔
Informações Técnicas:
Título: As Regras da Sedução
Original: The Rules of Seduction
Série: Os Rothwells
Autora: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 272

"No jogo da sedução, há quem ganhe. E há quem se perca para sempre."


H922r      Hunder, Madeline
                     Regras da Sedução/Madeline Hunter; tradução de
                Teresa Carneiro. São Paulo: Arqueiro, 2015.
                     272 p.; 16x23 cm.
                     Tradução de: The rules of seduction
                     ISBN 978-85-8041-416-5


"Lorde Hayden Rothwell chega à casa de Alexia Welbourne sem aviso e sem ser convidado - um homem poderoso e sedutor, movido por interesses obscuros. Sua visita anuncia a ruína financeira da família de Alexia e o fim das esperanças da jovem de um dia conseguir um bom casamento.
Para se sustentar, a moça recebe a proposta de ser dama de companhia de Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. O problema é que a oferta vem do sobrinho de Henrietta, ninguém menos que o lorde Hayden.
Morando na casa da tia de Rothwell, Alexia descobre que a proximidade com o homem que destruiu sua família pode ser perigosamente irresistível. Num gesto impensado, ela se entrega a ele, e ambos se veem obrigados a se casar.
O que Alexia não sabe é que os atos aparentemente arrogantes de seu belo e sensual marido são motivados por uma dívida de honra que pode levá-lo a sacrificar tudo.
Com tantas mágoas e segredos entre eles, o casal tem tudo para se manter afastado. Mas Hayden é um homem apaixonante e Alexia, a tentação que o faz perder a cabeça. Morando sob o mesmo teto, eles acabam se aproximando e, juntos, vão descobrir um jogo de sedução em que cada um faz as próprias regras."


Resenha:

Alexia Welbourne é jovem, astuta e tem um talento excepcional para fabricar/ajustar chapéus. Porém sua beleza deixa a desejar para o padrão da época. Isso somado ao fato de seu pai ter falido antes de falecer contribuíram para que a moça se tornasse uma solteirona.
Após a morte do pai, Alexia escreveu para seus primos, Benjamin e Thomas, pedindo que a recebessem em sua casa, pois ela não tinha mais a quem recorrer. E Ben, um jovem incrivelmente belo e cheio de vida, a aceita no seios de sua família. E quando Ben e Alexia desenvolvem uma relação além da amizade, o destino intervém e os separa... para sempre. Ou pelo menos é o que deveria acontecer, já que Ben está morto.

Ben era sócio de um banco em Londres, onde a família de seu melhor amigo, lorde Hayden Rothwell, tem uma grande quantia investida. Após a morte de Ben, Thomas, seu irmão caçula, assume seu lugar no banco. A família começa, então, a prosperar.
Mas quando a esmola é demais, o santo desconfia. E é assim que nossa mocinha conhece o mocinho. Lode Hayden faz uma visita à casa da família para levar notícias importantes. Mediante a crise que está levando a falência tantos bancos na capital inglesa, Hayden sabe que o dinheiro de sua família é fundamental para o seu banco não seja mais um a beira da ruína.

Hayden é um homem introspectivo. Lindo. Personalidade forte. Entretanto ele - assim como seus irmãos - carregam consigo uma mania de se isolar do mundo quando algo os perturba. Hayden gosta de resolver equações matemáticas. Além de uma mente brilhante para os números, nosso lorde-maravilha também é incrível com os negócios, ele sabe investir.
Sempre centrado e levando a vida de forma a poder controlar tudo em volta, Hayden se surpreende ao se deparar com olhos cinzentos e com uma mente tão sagaz quanto a dele. Ele se sente cativado por Alexia desde o começo e, mesmo que ela o tenha como um vilão e não perca uma oportunidade de alfinetá-lo, Hayden faz de tudo ao seu alcance para ajudá-la.

Alexia - assim como tantas mocinhas - perde sua virtude para Hayden e ao invés de torná-la sua amante, ele resolve tomá-la como sua esposa. A notícia choca à alguns, entretanto é nítido que eles formam um casal bem encaixado.

Eu nunca tinha lido nenhum livro da Madeline Hunter, então tendo como base o primeiro livro sendo As Regras da Sedução, posso dizer que daria uma nota dez. Madeline soube levar toda a história que além de romance tem mistério e muitas cenas inteligentes. Os diálogos são engraçados e bem distribuídos. A narrativa é bem envolvente.
Uma coisa que gostei muito foi que esse livro não foi mais um como os outros. Entendam, cada livro tem uma história única, porém, a maioria - principalmente os de época - as histórias, mesmo diferentes, parecem se repetir. A história de Alexia e Hayden foi completamente diferente. Eles se compreendiam. Mesmo que Alexia tivesse todos os motivos do mundo para odiá-lo ela foi sensata, engoliu o orgulho pela família e assumiu que, mesmo sem amor, ele seria um bom marido. Assim como Hayden que, mesmo tendo sido criado para não amar, sabia que teria em Alexia uma companheira para toda a vida, e que não lutou contra o sentimento que nasceu dentro dele.

Alexia é uma mocinha sagaz, esperta, forte, determinada e com uma personalidade incrível. Hayden é um homem simples, mesmo que não pareça. Ele é fácil de ser lido, e um sedutor nato.

As cenas entre eles dois, depois de casados, é muito legal, mostra que, mesmo naquela época, a mulher poderia ser emponderada na cama. Gostei muito da forma como as cenas são insinuantes e não explícitas.

Resta dizer que esse livro me surpreendeu muito. Pois como já disse, ele tem um mistério incrível que gira em torno da morte de Ben. Entretanto algo que eu realmente não esperava aconteceu. E, cara, foi genial. A autora mostrou como conduzir uma história de forma exemplar.

Os personagens secundários são únicos também. Mas não vou falar sobre eles, já que eles são incógnitas e futuros personagens principais, também! Risos.

Alguém já leu? O que achou? Tô ansiosa pelo próximo! Alguém recomenda?


Até a próxima!

Jéssica Miguel

12 julho 2016

LIGEIRAMENTE MALICIOSOS - MARY BALOGH

✔
Informações Técnicas:
Título: Ligeiramente Maliciosos
Original: Slightly Wicked
Série: Os Bedwyns -  #02
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2015

"No início era apenas uma aventura inocente, mas se tornou uma paixão avassaladora"

B143l          Balogh, Mary
                    Ligeiramente Maliciosos/Mary Balogh; tradução de Ana
               Rodrigues. São Paulo: Arqueiro, 2015.
                    288 p.; 16 x 23 cm.
                    Tradução de: Slightly wicked
                    ISBN 978-85-8041-393-9

"Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima.
Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor.
Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Granfmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effigham, prima de Judith.
Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?"


Resenha:

Judith Law é a filha do meio. E aos 22 anos ela não sabe qual o seu papel na família. Sendo filha de um rigoroso pastor, ela sempre teve sua beleza subjugada e desprezada. Para deixar a situação de sua vida um pouco mais agradável - só que não - Judith tem um irmão mais velho que vive as custas das aparências. O rapaz é bonito, simpático e, infelizmente, tem bom gosto para roupas e adora uma jogatina, o que afunda a ele e a família.
Vendo que a situação está cada vez mais difícil, a família toma a decisão de que alguém precisa ir morar com a irmã do pastor. Resta a Judith fazer uma viagem nada agradável (pra não falar desconfortável) e com o dinheiro contado.

Ralf - ou Rannulf - é o irmão do Duque de Bewcastle. Após deixar seu irmão, Aidan, e cunhada para trás, Ralf parte para a casa de sua avó. A adorável senhora quer ver o neto casado antes de partir, e pra isso resolve atacar de cupido querendo apresentá-lo a filha de um dos vizinhos.

Ao encontrar a diligência tombada, Ralf resolve parar para ajudar. E assim que os olhos deles se encontram, algo muda. Ralf resolve esconder sua identidade, e se apresenta como Sr. Bedard. Já Judith vê a oportunidade como uma última chance para viver sua vida antes de se tornar serviçal na casa da tia e, se aproveitando de seus dons para a interpretação, também se apresenta com um nome diferente - Claire Campbell. E assim eles seguem juntos, ela na frente, ele atrás, em seu cavalo para uma hospedaria próxima.

Ambos vivem momentos únicos e que já não serão mais esquecidos. Eles se passam por casal na hospedaria, o que lhes permite ficar no mesmo quarto. Judith e Ralf se aproveitam ao máximo! Até que chega o momento da partida... Judith precisa voltar para a triste realidade que a consome.
Ao chegar na mansão sua tia-megera insiste que ela use uma toca. De acordo com ela o cabelo e as curvas de Judith são indecorosas. No final dá pra ver a inveja da tia e os cuidados que tem tentando deixar sua filha,

Parece que no caso do nosso casal o destino quer colaborar, e mesmo depois de alguns dias eles se reencontram. De verdade, eu me diverti muito com essa história. O amor foi nascendo aos poucos, ambos se sentiam ligados um no outro, conectados de alguma forma diferente, e isso foi o que os uniu. A história é envolvente e bem desenvolvida. A narrativa é fácil de acompanhar e os diálogos são muito sagazes. Adoro a forma como a drama se desenrola e de como as farsas e mentiras vão sendo descobertas.

A Mary sabe desenvolver um romance, sabe construir personagens como ninguém. Infelizmente não são muitos romances dela que chegam ao Brasil, mas quem sabe, agora com essa tsunami de romances de época não chegam mais alguns, não é mesmo?

Até a próxima.
Jéssica Miguel

29 junho 2016

LIGEIRAMENTE CASADOS - MARY BALOGH

✔
Informações Técnicas:
Título: Ligeiramente Casados
Original: Slightly Married
Série: O Bedwyns - #01
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 288

"No início era apenas conveniência, mas eles acabaram se rendendo a uma ardente paixão."


B335l          Balogh, Mary
                    Ligeiramente casados / Mary Balogh; tradução de Ana Rodrigues. São
               Paulo: Arqueiro, 2014.
                    288 p.; 16 x 23 cm.
                    Tradução de: Slightly married
                    ISBN 978-85-8041-321-2


"À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse - "Custe o que custar!"
Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele - o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados..."

Resenha:

*Antes de qualquer coisa, queria compartilhar com vocês uma curiosidade: pode-se dizer que a série da família Bedwyn da Mary Balogh tem início com dois spin-off, que são considerados o número 0.5 e 0.6 da série. "Uma Noite de Amor" seria o primeiro livro, que conta a história do Conde de Kilbourne, Neville e sua 'esposa' Lily. É uma história encantadora, onde ele vai pra guerra, e o pai dela é seu superior. Eles se casam lá, e consumam o casamento. Porém acontece um desencontro e quando ela, enfim, o encontra ele está na igreja esperando para se casar com outra. O reboliço é grande e a história é muito gostosa de ler. O segundo livro é o que tem maior ligação com a família do Duque de Bewcastle, "Um Verão Inesquecível" conta a história de Kit Butler e Lauren (que foi a noiva abandonada no altar por Neville), que fingem um relacionamento para que o pobre moço não seja obrigado a se casar pela família. Kit é ex-noivo de Freyja, irmã de Aidan, e é muito citado nos livros da série. 

A série da família Bedwyn começa com o segundo filho da família, o Coronel Aidan Bedwyn. Aidan está acostumado aos campos de batalha, como segundo filho de um Duque, foi para o exército - não que ele realmente quisesse se tornar um casaca vermelha, but... - logo após a morte do pai e desde então vive na guerra e pra guerra. E como bem sabemos, a guerra endurece os corações daqueles que a vivenciam. E foi assim, ao final de um conflito, que o Coronel vê um de seus homens (o Capitão Percival Morris) em seu último momento de vida, e eis que é o mesmo homem que salvou sua vida em outra batalha. O lorde Aidan Bedwyn se vê disposto a devolver o favor ao jovem, e é aí que a história começa a ganhar forma.
Eve Morris, irmã-solteirona do capitão Percival Morris - aquele que o coronel estava devendo um favor, lembra? - cresceu para cuidar do próximo. Sempre disposta a acreditar no que as pessoas tem de melhor, primeiro. Uma jovem bonita, inteligente e com o coração do tamanho do mundo. Eve adotou duas crianças e tinha os funcionários mais mal falados da cidade, afinal, ela contratava justamente àqueles que ninguém queria dar oportunidade.
Eve somente quis se casar uma vez, porém, mesmo com juras de amor, o rapaz foi embora prometendo que ao voltar se casaria com ela, mas isso nunca aconteceu. Eve nutria esperanças em seu coração... até a chegada do aristocrata de nariz proeminente e fachada dura aparecer.

O coronel prometeu a seu subordinado que protegeria sua irmã "custe o que custar" e, bem, a única forma de protegê-la da garra de seu insuportável primo era pela via do matrimônio. E foi isso que fez. A princípio lorde Aidan e Eve viviam um casamento de fachada. Ele em Londres, ela no Solar Ringwood. Com o casamento Eve conseguiu manter suas posses e fortuna. Assim pode continuar empregando seus funcionários e cuidando das crianças.
Até que o Duque de Bewcastle, também conhecido como Wulfric - ou só Wulf para os íntimos -  ficou sabendo da história e resolveu apresentar a moça a sociedade e a rainha. Claro que Eve teve toda uma aparição extraordinária conquistando o respeito de muitos, ódio de alguns e o coração de um em especial. Após alguns acontecimentos nosso lorde-maravilha-Aidan resolveu que, já que eles nunca mais se veriam, por que não consumar o casamento?

A história é um encanto. É mais um romance desses que os personagens nutrem sentimentos sensacionais um pelo outro, entretanto carregam consigo uma vontade de fazer com que nada dê certo que chega a dar raiva, sabe? Mas a história tem uma harmonia fantástica, diálogos muito inteligentes e humor na dose certa. As cenas mais quentes não são detalhadas, deixam bastante para a imaginação, e o enredo é fantástico. Claro que essa é mais uma família que vai conquistar seu coração. <3

Jéssica Miguel

15 junho 2016

PARA SIR PHILLIP, COM AMOR - JULIA QUINN

✔
Informações Técnicas:
Título: Para Sir Phillip, com amor.
Original: To Sir Phillip, with love
Série: Os Bridgertons - #05
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 288




Se esse livro fosse escrito nos dias de hoje, faria total sentido. Afinal, quantos relacionamentos virtuais-e-a-distância existem mundo a fora? Vários! Milhares! E, muitas vezes, são histórias que dão muito certo, os casais são muito felizes! Entretanto, em 1796 não era uma boa ideia ter qualquer tipo de relacionamento por carta sem conhecer a pessoa. Principalmente se você fosse solteira. Principalmente se fosse com um homem. Viúvo de sua prima. Com 2 filhos pestinhas. Mas deu certo, de alguma forma deu certo e mesmo não sendo um dos melhores livros da série, sem dúvidas, foi incrível acompanhar esse desenrolar que começou, talvez, antes do livro anterior, mesmo que seu final tenha acontecido depois. Adoro essas histórias simultâneas! <3

"Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante.
Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder.
Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação dos filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina.
Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro."

Q64p      Quinn, Julia, 1970 -
                    Para Sir Phillip, com amor / Julia Quinn; tradução de Viviane
               Diniz. São Paulo: Arqueiro, 2015.
               288 p.; 16 x 23 cm
                    Tradução de: To Phillip, with love
                    ISBN 978-85-8041-362-5

Resenha:

Acho que já deu pra perceber que adoro essa tal de família  Bridgerton e seus agregados, não é mesmo? E o que mais amo é justamente o fato de todos os irmãos aparecerem em livros que não são os principais, o que só atiça minha curiosidade. Com Eloise não foi diferente. Adorei as participações dela nas outras histórias e igualmente amei saber que ela é exatamente como eu achava que seria.

Eloise é a quinta filha de Violet, e até ela já aceitou o fato da filha ser uma solteirona. Não que ela não houvesse recebido propostas, na verdade recebeu várias, porém sempre tinha algum argumento contra o pretendente e recusava a todos. O que ninguém sabia era o motivo por trás de todas as recusas. Eloise queria um casamento como os dos irmãos, por amor, e disso ela não ia abrir mão. Nem que ficasse solteira pro resto da vida!

Quando recebeu a notícia da morte de sua prima, Eloise, então, resolve escrever suas condolências ao viúvo. E é aí que o destino resolveu atacar! O tal viúvo respondeu sua carta e assim começaram uma espécie de cortejo a distância. Eloise fica encantada com o homem que se apresenta nas cartas e, após um convite cheio de excelentes intenções, ela resolve fugir e se permitir viver uma aventura.

Sir Phillip fica estupefato quando vê Eloise Bridgerton a primeira vez na porta de sua casa. Simplesmente ele não esperava que uma solteirona fosse tão bela. Já Eloise fica decepcionada. Não, o baronete é muito belo. O problema é que ele não quer uma esposa, ele quer uma mãe para os dois pestinhas filhos que ele tem. Além, é claro, dele viver tenso e estressado.

O livro tem cenas incríveis. Os irmãos Bridgerton não vão deixar barato a fuga da irmã, e os filhos de Sir Phillip também vão aprontar. Mesmo sem muito diálogo é incrível como a percepção dos detalhes que nos são apresentados nessa história. O sentimento entre os dois personagens aparece de forma natural, talvez até um pouco lenta, porém perfeita. Houve um encaixe incrível de Eloise e Sir Phillip. Ambos se combinam!

Sir Phillip pode aparentar ser chato, porém a história dele é surpreendente. O cara teve a infância marcada (literalmente) pelo pai, quando o irmão mais velho morreu se viu obrigado a assumir seu lugar de herdeiro do título e para honrar o compromisso do irmão, casou-se com uma mulher depressiva e frígida. Resumindo: ele, tanto quanto todos, merecia ser feliz. E Eloise, uma mulher forte, cheia de vida, com os olhos alegres e tão firme mudou completamente a vida dele.. Mostrou a ele o que é amar, ser amado e como é possível, e muitas vezes fácil, ser feliz.

Mais uma vez a Julia nos trouxe um romance bem diferente, divertido, emocionante e até mesmo meio brega, mas fofo. Super recomendo Para Sir Phillip, com amor!

Vamos pro próximo! Tô ansiosa pra ler já... risos.


Até a próxima!

Jéssica Miguel






   
   
   





    

06 junho 2016

[RESENHA] #22: OS SEGREDOS DE COLIN BRIDGERTON - OS BRIDGERTONS 04 - JULIA QUINN

✔
Informações Técnicas:
Título: Os Segredos de Colin Bridgerton
Original: Romancing Mister Bridgerton
Série: Os Bridgertons - #04
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 328




Colin e Penelope foram, sem duvida, o casal mais dramático da série. Muitos segredos, muita (des)confiança e uma chuva de sentimentos tão intensos e novos para eles fazem tudo um pouco menos fácil. Entretanto, ambos são muito convictos, e quando o assunto é o coração, eis que fazem uma escolha incrível. E partilhar a vida é também partilhar os segredos e ter/dar apoio naquilo que é importante para o outro. O epílogo é, sem dúvidas, um dos menos emocionantes da série. Mas muito especial. Eu li o livro em menos de 24 horas, e amei o final. Amei o desenrolar da drama e amei mais ainda confirmar a verdadeira identidade da fofoqueira Lady Whistledown. Eu realmente sorri e fiquei falando "isso!" "uhul, eu sabia" igual uma retardada. Julia Quinn não deixou a desejar nesse livro. Pra mim foi o segundo melhor da série! :)


"Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons há muitos anos. E alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredos por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez, não seja verdade.
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.
Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou sua promessa de um final feliz."


Q64s      Julia Quinn, 1970-
                  Os segredos de Colin Bridgerton / Julia Quinn; [tradução de
              Cláudia Guimarães]. - São Paulo: Arqueiro, 2014.
                  336p,; 16 x 23 cm
                  Tradução de: Romancing Mister Bridgerton
                  ISBN: 978-85-8041-307-6


Resenha:

Penelope Featherington é apaixonada por Colin Bridgerton desde o dia em que o viu pela primeira vez, aos dezesseis anos, enquanto estava passeando com a mãe e as irmãs mais velhas no Hyde Park. Ela se distraiu e seu chapéu foi levado pelo vento, e foi parar no rosto de um cavalheiro que vinha correndo em seu cavalo. E é claro que ele caiu em uma poça de lama! Mas ao invés de ficar bravo com ela ele simplesmente riu. Esse cavalheiro era ninguém menos que Colin Bridgerton. Ela ainda não tinha debutado, mas naquele momento ela já sabia que tinha encontrado o amor de sua vida.
No ano seguinte ela debutou - contra sua vontade, ela queria esperar perder alguns quilinhos que a infância deixou em seu corpo - com vestidos feios de cores que simplesmente não eram certas para seu tom de pele e cor de cabelo. E com isso, virou a 'chacota' da temporada.
A partir dai Penelope começa a ser cada vez mais citada no tabloide de Lady Whistledown - que até agora ninguém sabe quem é - como a mais mal vestida. Porém nossa heroína com faro pra romances Lady Bridgerton se afeijoou tanto a Penelope e isso fez com que ela e Eloise Bridgerton (que são da mesma idade) ficassem amigas. Penelope, então, passou a frequentar a casa dos Bridgertons, e sua paixão por Colin se tornou amor, principalmente por Colin ser tão incrivelmente doce, simpático, esperto...
Porém (quem leu o último livro vai se lembrar) um belo dia os irmãos Bridgertons estão a porta de casa conversando e nossa mocinha acabou escutando - com muita classe, diga-se de passagem - Colin dizer a seus irmãos que jamais se casaria, muito menos com ela. E agora, doze anos depois, ela já conformada com a ideia de ser uma solteirona, ainda não conseguiu esquecer seu amor.

Colin acabou de voltar de mais uma de suas viagens, (cá pra nós) ele costuma viajar para fugir dos planos de casamento de sua mãe. E quando vê Penelope, depois de tantos anos, ele simplesmente à olha com outros olhos, afinal, Penelope não é mais uma menina, é uma mulher... E ele sempre a via com os olhos de um irmão, e agora começa a reparar em como ela é bonita, em como ela é inteligente e segura de si.
Um dia Penelope pede um beijo a ele, pois ela não quer morrer sem nunca ter sido beijada, sem saber o que perdeu. Porém Colin não a beija porque ela pediu, ele simplesmente beija porque queria beijar, e isso o deixa muito confuso.

Colin guarda um segredo a 7 chaves. Assim como Penelope. Ambos os segredos envolvem basicamente a mesma 'coisa'. Mas depois de ter seu segredo descoberto por Penelope, Colin simplesmente fica constrangido, achando que seu trabalho é ruim, e que Penelope, que é tão boa com exatamente a mesma coisa, o criticaria, e ele não estava pronto pra isso. Mas, pelo contrário, Penelope amou o que viu, e amou mais ainda conhecer esse Colin tão diferente. Entretanto, quando tem o seu segredo revelado, ela fica bastante irritada, chocada e frustrada. O romance deles começa aí, e é assim que Colin, enfim, decide que é com Penelope que ele vai passar o resto da vida.

A trama do livro gira, também, em torno da identidade da Lady Whistledown. Foi oferecida, por Lady Danbury, uma bela recompensa para quem descobrir quem é a maior fofoqueira da cidade. Essa velhinha - Lady Danbury - também é responsável por fazer nossa mocinha se sentir mais feliz consigo mesma. Se enxergar como ela realmente é: linda, poderosa e muito inteligente.

Ao contrário do que li muito por ai, não achei esse livro nem um pouco frustrante. Na verdade, achei muito legal essa coisa do amor que surge do nada depois de tantos anos. Acho mais verdadeiro do que aquele que nasce num único olhar. Acho que a Julia poderia, sim, ter colocado que desde o começo ele não convidava ela pra dançar por pena, e sim porque gostava de sua companhia. Já que nos outros livros aparece ele (e todos os irmãos) meio que fazendo por obrigação. Afinal, Penelope é um amor de pessoa. Eu me encantei por ela desde o primeiro livro.

E, sim, eu acertei quem era a tal da Lady Whistledown! Na verdade, torci para que fosse quem ela é. Risos.

Então, é isso.
Até a próxima!
Jéssica Miguel

03 junho 2016

[RESENHA] #21: UM PERFEITO CAVALHEIRO - OS BRIDGERTONS 03 - JULIA QUINN

✔
Informações Técnicas:
Título: Um Perfeito Cavalheiro
Original: An Offer from a Gentleman
Série: Os Bridgertons - #03
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 295




"Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu.
Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Ladu Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles.
Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.
O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.
Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica."


Q62u      Quinn, Julia
                  Um perfeito cavalheiro / Julia Quinn [tradução de Cássia Zanon];
               São Paulo: Arqueiro, 2014.
                  304 p.; 16 x 23 cm.
                  Tradução de: An offer from a gentleman
                  ISBN 978-85-8041-238-3


Resenha:

Sophie é a filha bastarda de um conde, porém nunca foi reconhecida por ele como filha, mesmo que todos ao redor soubessem, inclusive ela mesma. Depois da morte de sua mãe, sua avó materna a levou até a casa do conde, que a criou com uma educação de primeira. Porém, como tudo na vida, o conde seguiu seu caminho e casou-se com uma mulher desprezível que tinha duas filhas do seu antigo casamento. Após esse dia, a vida de Sophie nunca mais foi a mesma...
Após o falecimento do conde, a madrasta só continuou "cuidando" de Sophie porque era uma condição no testamento de que ela teria um aumento na sua renda anual. Porém, mesmo com esse aumento de renda, Sophie não foi nada mais que uma empregada por toda sua vida. Ela sonhava com uma única noite sendo normal, sendo da aristocracia a qual metade de seu sangue pertencia. Viver um conto de fadas por pelo menos uma única noite. Era só isso que nossa mocinha querida.

Benedict, atualmente o solteiro mais cobiçado da temporada (achei isso bem cansativo na série, risos), afinal, além de lindo e rico, ele é um perfeito cavalheiro. Porém Benedict nunca foi nada mais do que o segundo na linha de sucessão ao título de Visconde, sempre foi o mais alto dos irmãos... Ninguém nunca quis conhecer o verdadeiro Benedict, e isso sempre deixou ele muito frustrado! Até que em uma noite em um baile - dado pela viscondessa viúva - tudo mudou.

As empregadas da casa de Sophie a ajudaram a se vestir, o cocheiro a levou ao baile e pediu para que meia noite ela estivesse pronta para ser levada pra casa. (Sim, nós conhecemos uma história parecida. Já falo sobre isso, risos.) E assim tudo aconteceu. Ao entrar no baile todos os olhos - inclusive o de Benedict - foram de encontro a moça absurdamente linda e nunca vista antes. Mas nosso mocinho foi rápido e sequestrou nossa "Cinderela" direto para o terraço particular da família.
Sophie era linda, inteligente, fácil de conversar e muito feliz. Uma felicidade que irradiava dela e todos a sua volta absorviam a energia e sorriam também. Ela conquistou o coração de Benedict no instante em que se olharam. Ali, no terraço, ele sabia que tinha encontrado sua alma gêmea. Mas o destino, assim como no conto da Cinderela, tratou de preparar muitas surpresas pro nosso casal.

Após três longos anos (de muita procura e espera), em uma noite como outra qualquer na vida do nosso mocinho, eles finalmente se reencontraram. Entretanto, Benedict agiu como um perfeito cavalheiro salvando nossa mocinha. Já Sophie, preferiu não dizer quem era. Acho que esqueci de comentar que o baile em que eles se conheceram era de mascaras, Sophie sabia quem ele era porque era sagaz, esperta. Já ele não sabia quem ela era, afinal a menina nunca nem se quer saiu de casa.

A história tem um desenrolar maravilhoso, nesse livro não temos mais tantos diálogos e nem tantos momentos engraçados. A história é bem focada e mais descritiva. Tanto Benedict quanto Sophie são bem complicados, afinal, viveram sempre na sombra de outras pessoas, nunca se expondo. E Benedict sofre muito ao descobrir quem era ela de verdade. Ele fica desolado e ao mesmo tempo feliz reencontrando sua 'princesa', ele se sentia traindo ela, que sempre foi sua alma gêmea. É um momento bem complicado do livro, desses que a gente não consegue parar de ler e necessita saber o final da história.

O final da história é surpreendente. Eu realmente achei que pela primeira vez eu ia ler um livro sem final feliz. Porém Julia Quinn me surpreendeu dando seu toque de humor a uma situação completamente desastrosa.

Sophie (com certeza) conquistou muitos fãs, ela é incrível. Uma mulher forte, firme e mesmo com todos os desafios que a vida impôs a ela - inclusive o preconceito de quem ela amava - ela ainda sorria, ainda se mantinha sorrindo. Benedict, depois da metade da história, se revela um cara incrível e nem tão cavalheiro assim. 

O livro também trás uma revelação, nossa querida Lady Whistledow vai se aposentar. Isso mesmo, queridos, a parte mais engraçada do livro chegará ao fim. E sinceramente eu não faço ideia de como serão os outros livros depois do próximo. Ah, e que fique claro, tenho quase certeza de quem é essa fofoqueira genial!

Meu favorito continua sendo o segundo livro da série. Esse terceiro livro é muito bom, mas não achei que superou nossos amados Anthony e Kate.


Até a próxima!

Jéssica Miguel

01 junho 2016

[RESENHA] #20: O VISCONDE QUE ME AMAVA - OS BRIDGERTONS 02 - JULIA QUINN

✔
Informações Técnicas:
Título: O Visconde Que Me Amava
Original: The Viscount Who Loved me
Série: Os Bridgertons - 02
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 288




Lembram do irmão ciumento do primeiro livro? Pois é, ele se chama Anthony Bridgerton, é visconde e dessa vez os olhos de todas as matriarcas da aristocracia londrina com filhas solteiras estão votados para ele. E o motivo é simples: ele está a procura de uma noiva para cumprir com as obrigações do seu título. Mais uma vez Julia Quinn trás pra nós uma história com diálogos bem desenvolvidos, uma narrativa envolvente e uma história de amor com muita desenvoltura e bom humor!

"A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração."

Q64v      Quinn, Julia, 1970-
                  O Visconde que me amava / Julia Quinn [tradução de Ana
              Resende]; São Paulo: Arqueiro, 2013.
                  304 p.; 16 x 23 cm
                  Tradução de: The viscount who loved me
                  ISBN 978-85-8041-197-3

Anthony é o filho mais velho da família Bridgerton. Um libertino que sempre fugiu das obrigações do casamento. Mas depois do casamento de sua irmã, Daphne, com seu melhor amigo, Simon, o Visconde e solteiro mais cobiçado da temporada resolve, enfim, pensar em escolher uma noiva para dar prosseguimento a linhagem dos Bridgertons e ao título de Visconde.
Anthony acreditava que seria uma tarefa bastante simples e estava bastante determinado a encontrar uma esposa que pudesse ser razoavelmente bonita, inteligente e leal. Além de uma boa amiga, afinal, tudo o que o Visconde não queria era se apaixonar.
Edwina Sheffield, o 'diamante' da temporada - como eram chamadas as moças que se destacavam por sua beleza e outras qualidades e que eram as mais cortejadas - parecia ser a opção mais sensata. Porém, Edwina deixou claro para qualquer um que quisesse ouvir que só aceitaria se casar com o homem que sua irmã, Kate, concordasse. E para isso, os pretendentes tinham que passar por sua avaliação. Kate é a irmã solteirona. Já passou da idade de se casar e, por falta de dinheiro, todo o recurso a família foi investido em Edwina, enquanto ela ficava para trás, porém ela não se importava com isso. Estava satisfeita com sua vida. Kate é uma jovem nenhum pouco adorável, e estava convicta de que sua irmã jamais se casaria com um libertino como Anthony. E ela faria de tudo para impedir esse casamento.
Anthony e Kate começam a passar muito tempo juntos, afinal, ele precisa convencê-la de que será um bom marido para sua irmã. E com o desenrolar da história, Kate vê um Anthony completamente diferente do libertino que as más línguas falavam.

Abelhas. Uma força da natureza. Assim como Kate Sheffield. Anthony, por fim, se dá por vencido e deixa se levar pelo amor. Mas até que chegue o ponto em que ambos assumam seus sentimentos, muita história acontece.

Julia Quinn mais uma vez nos traz uma história envolvente, repleta de diálogos divertidos e aquela pitada certa de ousadia. Dessa vez os personagens são bem diferentes, ambos muito orgulhosos, muito teimosos e igualmente persistentes. Kate e Anthony formam um casal perfeito, e isso fica claro - mais ou menos - da metade do livro pro final, que é quando o visconde mostra seu verdadeiro 'eu'. Antes disso ele parece realmente escroto e insensível.

Gostei muito desse segundo livro da série os Bridgertons. Quem leu o primeiro e gostou, com certeza vai amar o segundo. E quem não gostou do primeiro... bem, que tal dar uma chance pra essa história incrível?

Até a próxima!
Jéssica Miguel

31 maio 2016

[RESENHA] #19: O DUQUE E EU - OS BRIDGERTONS 01 - JULIA QUINN

✔
Informações Técnicas:
Título: O Duque e Eu
Original: The Duke and I
Série: Os Bridgertons #01
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 281




"Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas.
Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.
É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.
A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorrido malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo  oque ela mais quer na vida.
Primeiro dos oito livros da série Os Bridgertons, O duque e eu é uma bela história sobre o poder do amor, contada com o senso de humor afiado e a sensibilidade que são marcas registradas de Julia Quinn, autora com 8 milhões de exemplares vendidos."

Q64d      Quinn, Julia, 1970-
                  O duque e eu / Julia Quinn [tradução de Cássia Zanon];
               São Paulo: Arqueiro, 2013.
                  288 p.; 16 x 23 cm
                  Tradução de: The Duker an I
                  ISBN 978-85-8041-146-1


Resenha:

Simon Basset passou muito tempo longe de Londres, mas após seis anos retornou para tomar conta de tudo que passou a ser seu quando ganhou o título de Duque de Hastings, que antes pertencia ao seu pai. Lindo, rico e solteiro, as mães da alta sociedade londrina ansiavam por tê-lo como genro. Entretanto, ele estava preso ao seu propósito de nunca se casar e não estava nem um pouco à vontade com as constrangedoras investidas das matriarcas e suas filhas.
Quando ele conhece Daphne Bridgerton - mesmo sem saber quem ela é - se encanta com a maneira fácil com que a conversa flui entre eles e se encanta com a espirituosidade daquela bela mulher. Mas quando ele descobre seu nome constata que é impossível se sentir atraído pela irmã de seu melhor amigo. Daphne, por ser uma menina tão sensacional a sua maneira particular, se vê longe de realizar o sonho de se casar e ter filhos. Afinal, os rapazes a acham tão legal, que só a querem como amiga.
Sensibilizado com a situação de Daphne e preocupado com a sua própria, Simon passa a tecer um plano para livrá-los das artimanhas das solteironas da aristocracia de Londres o mais rápido possível.

Daphne é a mais velha das 3 irmãs Bridgerton, e era a ela que cabia a tarefa de fazer um bom casamento primeiro. Após tantas temporadas sem se encantar com nenhum pretendente, ela já não esperanças de fazer um bom arranjo e se apaixonar. Por isso, quando o Duque de Hasting propôs seu plano, ela o aceitou. Mesmo achando uma loucura fingir que estava sendo cortejada pelo solteirão mais cobiçado da temporada, ela não consegue descartá-lo. Afinal, a intensão era atrair atenção para si, já que se um Duque corteja uma moça, o óbvio é achar que essa moça vale a pena, e com isso atrair pra ela mais pretendentes. O que ambos não sabiam era que ao longo do cortejo, os sentimentos se tornariam verdadeiros.

Os romances de época sempre nos fazem suspirar, e é com uma narrativa incrível e envolvente que Julia Quinn nos apresenta à família Bridgerton. Nesse primeiro livro conhecemos todos os personagens dessa enorme família, tendo como personagens principais uma mocinha turrona e sensacional (com um toque de sem noção) e um mocinho cheio de medos e incertezas e que nunca foi amado.

Simon nunca conheceu o amor. Sua mãe morreu ao lhe dar a luz, seu pai o abandonou - quando descobriu que era gago, mas consegue ter um senso de humor e honra que conquistaria qualquer mulher até mesmo nos dias atuais, que sá na época deles.
Há uma enorme diferença entre Daphne e Simon. Daphne cresceu no seio de uma família amorosa e unida, além de grande. Simon mal sabe o que é ter uma família. E mesmo quando a compromete, Simon prefere um duelo a se permitir estragar o futuro da mulher que ama.

A história segue um rumo completamente diferente da maioria dos romances. Tem algumas cenas bem intensas e até mesmo forçadas, em alguns momentos desgosteis da mocinha, mesmo entendendo o motivo pelo qual ela foi levada a agir de tal maneira, eu não concordei que tivesse que ser daquele jeito. Mas, a autora foi perspicaz e soube desenvolver muito bem os detalhes.

O que mais gostei nos livros da família Bridgerton foram as crônicas da maior fofoqueira da sociedade, Lady Whistledown (que diga-se de passagem tenho minha opinião de quem seja), que me fizeram rir além de antecipar os acontecimentos dos capítulos, começar e terminar o livro. Achei muito interessante a escrita da tal Lady-fofoqueira. Inovador.

O Duque e Eu, sem dúvidas, é um dos meus favoritos da série. Achei um livro com diálogos muito bem construídos e divertidos, cenas bem engraçadas e em alguns momentos bem intensas. Gostei muito do irmão ciumento, da mocinha decidida, da matriarca louca para casar seus filhos, os irmãos são encantadores também. E o epílogo... ah o epílogo, risos.


Até a próxima!

Jéssica Miguel
Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©.• voltar ao topo